Amolecendo a cintura

Atualizado: Jul 13

Do empreendedor espera-se um conjunto de características comportamentais que facilitam sobremaneira o sucesso da empreitada.


Tudo começa com a realização de um plano de negócios. As estatísticas demonstram que a feitura prévia de um plano amplia, chegando a duplicar as chances de sucesso.


Na sequência, adaptabilidade, foco, criatividade, flexibilidade mental, e capacidade de correr riscos calculados são os outros comportamentos desejados.


Ao contrário do que parece, não são comportamentos estanques. São dinâmicos e interdependentes. São apresentados isoladamente apenas para facilitar as nuances entre eles por razões didáticas.


É óbvio que cada pessoa possui maior ou menor quantidade de cada aspecto e, só uma análise apurada pode identificar a questão. O alívio é que, apesar de naturais, estas características são passíveis de modificação a partir de observações e treinamento. Estão ligadas à personalidade e ao histórico de vida de cada pessoa.


Hoje, estaremos focando na adaptabilidade. O ciclo do empreendimento começa no “insight”, ideia original, bruta, sem filtros ou lapidações.


Depois, passa para a fase de elaboração, onde a matéria prima bruta começa a ser confrontada com a realidade ( plano de negócio). E, na sequência, começa a fase de implantação propriamente dita. De busca de recursos, parcerias estratégicas etc.


A adaptabilidade é muito importante na passagem da primeira para a segunda fase.


Como na primeira fase tudo é sonho, muitas vezes alguns elementos do sonho não resistem ao crivo da realidade (tecnológica, de capital, de tempo etc)


É neste tempo que emergem os verdadeiros empreendedores. Abrir mão de parcelas do sonho para ganhar exequibilidade é tarefa de adultos.


Mimados ficam pelo caminho. A questão é muito delicada. A adaptabilidade é a conciliação entre o sonho e a realidade. Se você ceder demais, desfigura o projeto e vai erodindo a emoção e a motivação. Se ceder de menos, sua teimosia pode lhe custar o projeto.


Quando se fala em ceder, a primeira coisa que surge é a ideia de perder. Ceder é modificar parcialmente uma ideia. As vezes perdendo, as vezes ganhando uma nova tecnologia, um novo sistema, um novo formato e, pasmem, até um novo sócio.


O exercício de adaptabilidade é maravilhoso porque calibra a ideia original e a torna exequível. Todos os esforços valem para tornar o projeto algo exitoso e sustentável.


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